quarta-feira, 17 de julho de 2019

(DES)ENCANTO - 1ª TEMPORADA - NETFLIX | REVIEW


(DES)ENCANTO

Lembrando que esse review será feito pela perspectiva de um fã... 

Matt Groening segue na mesma pegada já conhecida de Os Simpsons e Futurama, porém, acrescenta uma dose extra de "Game of Thrones".


Exatamente! A primeira impressão que obtive com (Des)Encanto foi entender que Groening mesclou "Simpsons" com GOT, mostrando aquela fórmula um tanto já conhecida de comédia exacerbada nos desenhos(animações) de seu acervo produtivo. Já eram esperados aqueles traços clássicos dos personagens envolvendo bocas grandes e olhos esbugalhados, no entanto, diferente dos tempos da da "TV aberta" (Os Simpsons e Futurama) a era NETFLIX desconstruiu e reconstruiu alguns aspectos para essas novas adaptações.

Ou seja, os ingredientes ainda são os mesmos, mas o tempero e o modo de preparo tem um diferencial fundamental para atrair a geração atual. Os traços estão um pouco mais refinados e remetem aos efeitos especiais, cada vez mais atuais e isso é muito positivo de modo geral. Em alguns momentos de ação ou mais dinâmicos isso é percebido de forma clara.

A trama de (Des)Encanto se baseia na jornada da despojada e beberrona princesa, Bean (Abbi Jacobson), do fiel elfo, Elfo (Nat Faxon) (o nome, obviamente, funciona melhor em inglês), e do malicioso e pequeno demônio, Luci (Eric André). Logo de cara, os personagens são introduzidos com uma dinâmica remetente à uma clássica representação de dilemas morais, onde o elfo e o demônio fazem os papéis de anjinho e diabinho nos ombros da princesa Bean. 


Com o desenrolar do tempo, essa dinâmica vai sendo abandonada em função do crescimento individual e desenvolvimento de cada personagem; esses coadjuvantes da série, trazem as características que são referências satíricas do trabalho de Groening. A trama é preenchida de forma muito boa com isso.

As sacadas são muito boas e as cutucadas em algumas feridas são bem diretas, especialmente sobre questionamentos de fundamentalismo religioso, excentricidades da realeza e situações de machismo. A dublagem brasileira – que ficou excelente – é um grande diferencial quando usa, com muita propriedade, referências a inúmeros memes que marcaram época; no entanto, algumas destas referências se tornam um tanto forçadas ou repetitivas.

Cabe ressaltar ainda sobre a alta qualidade da animação e também a trilha sonora perfeita, que proporciona todo um clima de imersão em um mundo de fantasia medieval. Isso foi excêntrico! A animação tem total capacidade de agradar tanto aos fãs de Simpsons, quanto os Futurama, além de qualquer espectador que procure uma ótima série animada neste seguimento, para dar boas risadas com as situações mais absurdas.

A primeira temporada de (Des)encanto possui 10 episódios e já está disponível na NETFLIX, desde agosto do ano passado, mas cabe aqui uma dica super legal pra quem curte animações e desenhos com esse tipo de comédia. Foi um projeto interessante e bem pretensioso, que deu muito certo por sinal. Já aguardo com muita expectativa a próxima temporada, que tem estréia marcada para setembro de 2019. 


Lembrando que esse review foi feito pela perspectiva de um fã...

Classifico a Animação
(DES)ENCANTO
como 4 balõezinhos: Muito Boa!

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terça-feira, 9 de julho de 2019

O EXÉRCITO DE IMORTAIS - FOLCLÓRIKA - LIVRO 1 / GLAUCO J. S. FREITAS | RESENHA





Editora: PenDragon
Livro: Folclórika #1 - O Exército de Imortais 
Gênero: Aventura/Fantasia
ISBN: 978-85-95940-28-4 
Ano: 2017
Páginas: 178





SINOPSE:

"AMALDIÇOADO PELA GIGANTESCA COBRA DE FOGO, MBOI TATR, O REINO DE AKAKOR HÁ SÉCULOS VIVE EM GUERRA DESIGUAL CONTRA CRIATURAS FEROZES E IMORTAIS."

 Agindo contra o reino, um grupo busca incansavelmente ver a segunda maldição de Mboi Tatr se concluir: tornar a viver e consumir o mundo em chamas. O mestiço Räel, um encantador de flechas, se vê no encalço do grupo a fim de impedí-los, colocando sua vida em risco quando poderes muito maiores que os seus entram no conflito.
  Primeiro livro da série Folclórika, O Exército de Imortais é uma High Fantasy inspirada no folclore nacional, trazendo as lendas e mitos brasileiros para uma nova e fantástica realidade.

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O livro foi recebido por conta da parceria com a Editora PenDragon e você, leitor apaixonado e apoiador da literatura nacional, pode adquirir na loja online clicando AQUI!

Seria clichê dizer que um livro de fantasia é fantástico? Talvez. Mas nesse caso em especial, o crédito se deve ao autor, que realmente foi criativo ao usar elementos do folclore nacional para criar o seu mundo fantástico. Isso, de fato, foi puramente brilhante! Sem mencionar nessa capa bem estilosa. Confira abaixo:


Logo de início, fiquei um tanto confuso com o uso da linguagem e a nomenclatura das classes e também dos monstros, fiquei meio sem entender quem era quem, mas, isso acabou mudando rapidamente, conforme fui me acostumando com o começo da história. A maneira como a magia é utilizada e aprendida nesta realidade é bastante detalhada e muito bem elaborada. Na trama, não existem coisas mirabolantes ocorrendo ao acaso e sem explicação, tudo é bem encaixado e é exatamente isso que faz do livro um diferencial. 

O livro em si não é enorme. Possui aproximadamente 180 páginas e isso deixa a história um tanto dinâmica. O seu mundo fantástico é muito bem criado e existe uma explicação que vai desde sua criação até o momento em que a trama começa a se desenrolar, tudo de bom e ruim para as suas consequências, e o melhor é que o autor não gasta páginas para explicar isso, ele consegue sintetizar muito bem e faz com que se entenda o que é básico e necessário para a experiência na leitura. Ou seja, nada fica perdido, quando se remete a um todo.

Os personagens da trama são bem desenvolvidos e cada um tem sua personalidade e peculiaridades bem definidas. O protagonista Räel, que é um mestiço encantador de flechas, vive dividido entre trabalho e suas convicções, é um personagem deveras cativante. Você consegue sentir empatia por ele e se importar com suas ações e reações. As vezes ele é tenso e mal humorado, em outras, é bastante engraçado. Räel é o ápice do livro. Um protagonista que foge do habitual clichê dos "mocinhos".


Após voltar de uma missão, Räel é informado de que duas irmãs querem se tornar arqueiras e ele ficará incumbido de ajudá-las. Isso acaba sendo meio que uma espécie de punição para ele, que depois de conhecê-las, se surpreende com a personalidade e o carisma de cada uma. No entanto, ao receber uma nova missão, ele decide levá-las junto com ele. Só não esperava que fosse uma missão bem difícil, e que ela envolvesse diversas outras coisas, que de fato, não estavam previstas em seus planos. Isso o forçou a ser mais forte e dedicado do que jamais foi. 

No que diz respeito às descrições, o autor não detalha muito sobre as coisas, o que é bom apenas de certa maneira, por que força o leitor a imaginar mais sobre tudo, tornando assim uma leitura que prende a atenção. Em alguns momentos é quase que possível se imaginar vivendo num jogo de RPG. Porém, as descrições de lugares e batalhas são resumidas, um tanto rápidas e algumas até superficiais, mas no fim das contas, não deixa a desejar. 

Uma jogada inteligente do autor foi dividir (subdividir) os capítulos colocando nome nesses capítulos e números em suas divisões. Acho que isso acabou facilitando para marcar onde eu parava e serviu para criar metas enquanto ia fazendo a leitura. Outro destaque a se acrescentar na história é a analogia com figuras do folclore brasileiro. O autor pega "seres" do cenário cultural local e dá uma repaginada com o seu toque peculiar. Isso foi absurdamente enriquecedor para a obra! Eu tive que pesquisar um pouco mais sobre esses seres para compreender de forma mais ampla e complexa. 


A escrita do Glauco J. S. Freitas é bastante fluída e bem direta. A dinâmica do livro ajuda muito com isso e deixa com um tom mais atrativo. Os ingredientes deixados ao caminho dela, servem  para chamar a atenção do leitor, despertando interesse em querer desvendar sempre o que vai acontecer no próximo capítulo.


É um livro muito bom e de leitura agradável. Com certeza vale a pena. É uma boa pedida para quem curte o gênero de fantasia com uma pegada mais sombria e "folclórica". Começou muito bem essa saga, que com certeza, vai continuar prazerosa de se ler, seja uma continuação ou em um spin-off.


Parabéns para o autor pelo talento e para a Editora por apostar nessas incríveis obras nacionais! 
Para adquirir o livro clique AQUI!

Classifico o livro
FOLCLÓRIKA #1 - O Exército de Imortais
como 4 balõezinhos: Muito Bom!

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